18.12.06

Guantánamo: cinco anos de ignomínia.

"Apesar da condenação internacional generalizada, centenas de pessoas, de cerca de 30 nacionalidades diferentes, continuam detidas neste campo de detenção.
A administração norte-americana escolheu Guantánamo para manter estes prisioneiros, na tentativa de os manter fora do alcance dos tribunais norte-americanos.
O regime de detenção em Guantánamo - severo, indefinido, em isolamento e punitivo - constitui uma violação à lei internacional já que é um tratamento cruel, desumano e degradante.
Os detidos e as suas famílias estão sujeitos a uma grande instabilidade psicológica. Em desespero, muito deles têm levado a cabo greves de fome prolongadas, sendo mantidos vivos através de medidas de alimentação forçada muito dolorosas. Muitos já tentaram suicidar-se. Em Junho de 2006, três detidos foram encontrados mortos nas suas celas; aparentemente enforcaram-se.
À medida que as provas sobre os abusos cometidos em Guantánamo se vão tornando mais conhecidas, a condenação internacional e mesmo dentro dos EUA aumenta. A Amnistia Internacional foi uma das primeiras vozes a pedir que o campo fosse fechado, e muitas outras organizações, instituições e particulares têm vindo a exprimir o seu desagrado em relação ao centro de detenção.
A 29 de Junho de 2006, o Supremo Tribunal dos EUA, declarou que as comissões militares estabelecidas pelo Presidente Bush para julgarem os detidos da "guerra ao terror" eram ilegais."
(Continue a ler no site da Amnistia Internacional)

Em cima, foto de uma cabine telefónica onde se faz publicidade à campanha da Amnistia Internacional. A ideia é genial, e a sua concretização demonstra que a publicidade pode ser mais do que um alimento à alienação consumista.

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