26.3.07

Os "zombies" elegeram o morto.

Trinta e tal anos após a foto do façanhudo ter deixado de assombrar as repartições públicas, eis que a RTP o desenterrou. E não fez por menos: proporcionou a um dos ratos que conviveu bem com o esgoto da ditadura a possibilidade de fazer a sua “vendetta” sobre os jovens capitães que mandaram a guerra colonial à merda. “Serviço Público”, dizem, num país em que os manuais escolares ficam com páginas por abrir: as que falam da Guerra Colonial e das prisões políticas.

Lá ganhou morta uma "eleição" a besta que não se atrevia a fazê-las em vida.
Pelo menos desta vez os únicos mortos que votaram foram os neurónios de quem teve a pachorra para assistir e dar cobertura ao pastelão que desculpou o reaparecimento da Maria Elisa na TV.

A desculpa: “o selo de qualidade da BBC”. Como se se pudesse comparar a história da BBC, que sempre conviveu com a democracia, com a RTP - a máquina de propaganda fundada pelo fascismo, o sucedâneo tecnológico de Fátima.

Do alto do gozo que me vai dar ver os artigos de opinião dos politólogos, sociólogos, assistentes-sociais, psicanalistas, treinadores de futebol:
Que pena que todos os vossos eleitos, ó país dos "zombies", não sejam candidatos-cadáver.

Ao menos não teria de suportar o resultado de quando vocês, pobres de espírito, decidem votar nos vivos.

1 comentário:

pedras contra canhões disse...

ainda bem que ao menos o povo português teve a inteligência, a dignidade e a serenidade para não embarcar na armadilha da comunicação social. Cedo se percebeu o embuste e os seus objectivos de claro revisionismo histórico e de branqueamento dos crimes do fascismo.
Na verdade apenas uma pequeníssima fatia dos portugueses votou ao longo dos meses naquela bela merda de programa.