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16.10.12

A televisão deles.

20h18, RTP1: Este é do governo.

20h18. TVI: Esta é do governo.

20h19, SIC: Este também é do governo.


E depois há os que acumulam:
Na SIC, às 20h00...

... e uma hora depois na TVI. Este não é do governo mas por lá anda.




O que distingue a Democracia da Ditadura?
Entre outras coisas, na Ditadura só aparece gente ligada ao governo na televisão.

É por isso que temos muitos canais de televisão,
não vá a democracia falhar à ditadura.


20.4.12

Jornalismo ou buraco de fechadura?

Mais uma pérola do jornalismo contemporâneo escarrapachada nas páginas do "Expresso" que, aliás, não foi o único órgão de comunicação que da recém-publicada biografia "Otelo, o Revolucionário", do jornalista Paulo Moura, não conseguiu tirar nada mais interessante que um pormenor da vida privada do Capitão de Abril.
O que motivou o comentário que a seguir se transcreve:

"Realmente, muito interessante, uma notícia de interesse público inestimável! Andais a reinar no "Expresso", não andais? Pertenceis ao mesmo grupo que introduziu o tele-lixo às toneladas na televisão (não culpem a TVI, eles nessa altura acabavam a emissão com uma homilia do Padre Melícias!) mas... algo que é ensinado a qualquer estudante de Comunicação Social, logo no 1º ano:
Como não consta que Otelo tenha alguma vez dissertado acerca das virtudes da monogamia, o facto de ter "dois amores" é coisa do foro privado, não tem interesse público. Se quiserdes, idem sobre Paulo Portas e a homossexualidade, porque o senhor nunca teceu qualquer tipo de juízo de valor sobre o assunto.
A não ser que um jornal "de referência" se queira tornar num buraco de fechadura.
Assim: deve-se denunciar os que falam dos direitos das mulheres e agridem as esposas no segredo do lar, os que são contra as drogas e as consomem... e por aí adiante. Percebida a diferença?
É assinalável que a poucos dias de 25 de Abril o "Expresso" não descubra na fonte que enunciou outra coisa mais interessante que uma relação com duas mulheres... Depois admirem-se se os leitores levarem até às últimas consequências a caricatura que fazeis da política e da realidade. A realidade é chata, confronta o desiderato editorial que levou ao subliminar apoio dos candidatos que agora são governo. Todavia, tal como o outro que dizia que "se quiser uma mensagem vou aos correios", quem quer "fugas" não compra um jornal."

24.9.10

"Hillary choca América com mola de plástico", notícia do "Expresso".

Foi o "Times" de Londres" que deu a notícia, vocês sabem que nós jamais falaríamos destas coisas neste jornal de referência se o "Times" de Londres, outro jornal de referência, não tivesse falado do penteado de Hillary Clinton.

Os jornais de referência têm por tradição copiar as referências dos outros jornais de referência para que nós não percamos as nossas referências.

Que o "Times" se tenha lembrado de ajustar contas com o cabelo de Hillary Clinton devido a declarações antigas da chefe da diplomacia americana já diz alguma coisa sobre as águas em que navega o "jornalismo de referência" britânico.

O jornalismo já não é o que era, dizem. O jornalismo "era", digo eu. Aconselho os mais saudosos a vencerem a realidade: Leiam os jornais e vejam os noticiários como se fossem "blogs", concedendo-lhes a credibilidade idêntica àquela que emprestam a esses sítios de opiniões e humores; divirtam-se, ou nem tanto, ressalvando sempre que a coisa for séria a necessidade de confirmarem várias "fontes", "googlem", os jornalistas deixaram de o fazer por vocês; Ah! E não acreditem numa notícia só porque ela confirma os vossos "a priori"... E, sobretudo, desfrutem da forma como se escreve, se mostra e se diz. Não há mais nada para espremer. Publicidade, notícias, notícias e publicidade, publicidade e notícias.

"The show must go on". A ditadura da forma, "substrato" zero, o info-entretenimento deixa o circo sem explicação. Metam esta na cabeça: Não há nada para explicar que vocês tenham de entender, o que precisais de entender jamais vos explicarão. "Googlem"!

Afinal o que é que a senhora disse acerca da "Paz Mundial"?