A adminstração da Volkswagen prapara o fecho da sua fábrica em Bruxelas, na Bélgica.
Perante a ameaça, cerca de 20.000 pessoas - bem mais do que aquelas que trabalham na fábrica - juntaram-se numa manifestação contra os despedimentos.
A esta manifestação juntaram-se representantes de sindicatos e comissões de trabalhadores de outros países, nomeadamente da Alemanha. Depois das juras de solidariedade de ocasião, de manifestação, vem-se agora a saber que cada uma das burocracias laborais nacionais tem vindo a negociar com as respectivas administrações a perda de regalias para competir com as fábricas nos outros países.
Em nenhum caso os burocratas procuraram discutir uma resposta internacional dos trabalhadores do grupo alemão à tentativa da administração de maximizar os lucros à custa da chantagem e da redução de direitos.
Contando com o "nacionalismo" dos burocratas, a Volkswagen tem vindo a incrementar uma cultura de competição entre a Classe Trabalhadora do grupo, virando os operários uns contra os outros.
Eis um exemplo de que não é só a estalinização dos sindicatos e das comissões de trabalhadores que tem enterrado os trabalhadores. Os sociais-democratas de todas as matizes, do mais rosa ao mais avermelhado, não são melhores, conforme se pode ver neste e noutros artigos que se podem ler no World Socialist Website .
Perante a globalização dos ataques aos direitos, os trabalhadores têm de globalizar a solidariedade e as suas formas de luta. Mas, está visto, não é com estas "doenças venéreas da classe operária" que o vão conseguir. A Classe Trabalhadora está em crise.
"Aqueles que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aos que sonham somente à noite." Edgar Allan Poe
